| Postado por: Marcelo d'Agosto Seção: Investimentos

Rentabilidade média dos fundos supera os parâmetros de referência

Apesar da queda do Ibovespa, das fortes oscilações do mercado e do pessimismo em relação ao desempenho da economia mundial, a maioria dos fundos de investimento tem conseguido superar os principais parâmetros de referência, tanto para as aplicações em renda fixa quanto para as de renda variável.

Os dados da Anbima mostram que, até o dia 13 de julho, a rentabilidade média de todas as categorias de fundos de renda fixa e multimercados superou a variação do CDI. Entre os fundos de ações, apenas os fundos incluídos nas categorias “Ibovespa Ativo” e “IBrX Ativo” renderam menos do que o Ibovespa.

Entre os fundos de renda fixa, o destaque tem sido aqueles que fazem parte da categoria “renda fixa índice”. Essas carteiras concentram os investimentos nos papéis atrelados ao IPCA ou prefixados. Depois de registrarem rentabilidade praticamente nula no mês de junho, o ganho médio da categoria atinge 0,72% em julho. No ano, o ganho médio das carteiras é de 11,23%.

A queda da taxa Selic, que afetou os juros estabelecidos para todos os prazos das aplicações, foi o principal fator que favoreceu a rentabilidade dos fundos de renda fixa.

O desempenho dos fundos multimercados também tem sido impressionante. Nada menos que 78% dos fundos potencialmente disponíveis para o investidor comum renderam mais do que o CDI no ano. E 14% renderam mais do que o dobro do parâmetro de referência.

A agilidade dos gestores em buscar as melhores alternativas de investimento, mesmo provocando fortes oscilações na rentabilidade diária, terminou proporcionando ganhos expressivos para os cotistas.

Já entre os fundos de ações, apesar da queda de 4,27% do Ibovespa no ano, 56% conseguiram rentabilidade positiva. Ainda mais relevante para um período de queda das ações, aproximadamente 15% também superaram o CDI. Na média, são as carteiras classificadas como “dividendos” que continuam apresentando o melhor desempenho.

Apesar da excelente performance da indústria de fundos, a excessiva fragmentação das categorias dificulta a escolha do investidor comum, que não conta com uma assessoria especializada. O fluxo recorde de captação tem sido direcionado para fundos que restringem o público-alvo, geralmente investidores qualificados. A maior popularização das carteiras mais rentáveis deverá ser o caminho da indústria de fundos.

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