Resoluções de ano novo para seus investimentos
Fim de ano é tempo de rever o que aconteceu no período que está terminando e tentar prever o que pode acontecer no que vai começar. Para os seus investimentos não é diferente.
Comece, então, olhando o desempenho dos principais indicadores financeiros em 2011. O Ibovespa teve um desempenho sofrível, e recuou aproximadamente 15%. O índice setorial Util, que mede a rentabilidade das ações das empresas que distribuem e fornecem energia elétrica, água, saneamento e gás, foi muito melhor, com alta superior a 20%.
Em contrapartida, o índice de desenvolvimento imobiliário (Imob), que acompanha o desempenho das ações do setor de construção civil, caiu quase 30%.
Individualmente, conforme apontado no post “As melhores e piores ações de 2011”, do Blog O Estrategista, os papéis da Cielo e da Redecard tiveram as maiores altas do Ibovespa, enquanto que Gafisa e Hypermarcas registraram as maiores baixas.
Na renda fixa, o CDI apresentou ganho de pouco mais de 11% para uma inflação ao redor de 6,5%. A poupança, que é isenta de imposto de renda, rendeu 7,5%. Os desempenhos dos títulos públicos prefixados e indexados à inflação foram excepcionais.
O índice IRF-M 1+, que mede a rentabilidade média dos títulos prefixados com prazo superior a um ano, subiu aproximadamente 15%, assim como o IMA-B 5, que acompanha os ganhos das NTN-Bs com prazos de até cinco anos, indexadas ao IPCA.
A primeira lição que podemos tirar a respeito do desempenho dos indicadores no ano passado é que a diversificação reduz os riscos. Se você tem um portfólio com 20% em ações e 80% na renda fixa, seu ganho foi de aproximadamente 6%. Não é bom, mas está longe de ser catastrófico. Você poderia ter investido em Cielo ou Redecard e ganhado cerca de 50%, mas, se tivesse escolhido Gafisa ou Hypermarcas, teria perdido 60%. O mesmo raciocínio vale para os índices setoriais Util e Imob.
A segunda lição é que as análises e projeções podem falhar. No início de 2011, a expectativa geral era de uma alta de aproximadamente 20% para o Ibovespa, o que evidentemente não se confirmou.
Para a taxa Selic, a maioria dos analistas achava que o Banco Central manteria os juros elevados para combater a inflação. Em agosto, em uma decisão contrária à maioria das previsões, a autoridade monetária passou a cortar a taxa básica.
Isso sem mencionar a grave crise financeira na Europa, que era um assunto fora do radar dos analistas. Por fim, ninguém imaginava a possibilidade de que a nota dos títulos de crédito emitidos pelo governo dos Estados Unidos pudesse ser rebaixada.
Finalmente, a terceira lição que 2011 ensina é que vale a pena ficar atento às oportunidades. Quem comprou ações no auge da crise, entre agosto e setembro, após a queda acumulada de 30% do Ibovespa, conseguiu ganhos de aproximadamente 8% até dezembro.
Também conseguiram ganhos expressivos, da ordem de 16% no ano, os investidores que compraram, no Tesouro Direto, LTNs com vencimento em janeiro de 2015 no pico das taxas, de 13% ao ano.
Portanto, para 2012, coloque em prática as três lições de 2011: diversifique seus investimentos, tenha em mente que as projeções e estimativas falham e fique atento às oportunidades, quando surgirem.
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