| Postado por: Angela Bittencourt Seção: Política econômica

De PAC em PAC

A presidente Dilma Rousseff decididamente não gosta de pacotão. Já tomou inúmeras medidas mirando o crescimento. E amanhã outras virão. Desta vez, o alvo é a redução dos custos de produção. Mas pode beirar o exagero a expectativa de que os ativos financeiros estarão sujeitos a guinadas com as decisões do governo que estão no forno. Não dá para dizer o mesmo, porém, a respeito do discurso da presidente ou do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que recepcionam empresários e banqueiros nesta terça-feira no Palácio do Planalto. É no discurso que, para o mercado financeiro, mora o imponderável. A expectativa com mais uma rodada de medidas está presente há semanas e sem gerar frisson. Com pacote, mais ou menos fatiado, a perspectiva é de Selic recuando a 7,50% no fim de agosto. E, como mostrou a Focus hoje, para 7,25% em dezembro. O dólar segue aprisionado na banda de R$ 2,00 a R$ 2,10, que o mercado comprou do Banco Central . E que, verdade ou mentira, tem se confirmado.

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