6 | Postado por: Angela Bittencourt Seção: Câmbio

Dedo gordo ou voz grossa?

O dólar é flutuante, não tem banda de oscilação, mas é “administrado”. E o mercado, que conviveu com dólar em queda de 4% em apenas três pregões, resgatou a perspectiva de que o governo quer o dólar entre R$ 2 e R$ 2,10. Nesta manhã, a moeda opera perto da estabilidade, mantendo-se acima do patamar de R$ 2 retomado ontem. Operadores estão atentos ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, que declarou há pouco em São Paulo que o câmbio tende a ficar em patamar mais competitivo. Em dois dias, é do ministro a segunda voz do governo a dar corda ao dólar.

A escalada da moeda americana a R$2 no dia anterior foi amparada por declarações do diretor de Política Monetária do Banco Central (BC), Aldo Mendes, reiterando a possibilidade de retomada de leilões de compra e pela indicação de que os dados fracos da produção industrial sugerem dólar acima de R$ 2. Ao mesmo tempo corria pelo mercado o comentário de que um  “dedo gordo” teria digitado errado um preço potencializando a valorização do dólar.

Nos últimos dois pregões da semana passada, o BC colocou em mercado US$ 6 bilhões em contratos de swap cambial – uma forma de venda futura da moeda americana. As instituições financeiras entraram de cabeça nessas operações, mostrando que havia demanda e quando o dólar, na sexta-feira, já traçava rota de baixa com um cenário externo desanuviado.

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