Para baixo
O Banco Central (BC) apresenta daqui a pouco a avaliação trimestral sobre a economia brasileira e, mais importante, sua projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) neste ano. Desde dezembro, a indicação permanece em 3,5%. Considerando a frágil atividade, a nova projeção vai para baixo certamente. Ninguém arrisca cravar um percentual, mas economistas de mercado suspeitam que o BC pode estimar taxa de crescimento entre 2,8% e 3%. Menos que isso esbarra no avanço pífio de 2,7% observado no ano passado e pode desagradar especialmente o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que considerou uma piada o prognóstico de 1,5% feito pelo Credit Suisse recentemente.
O mercado financeiro, mostra a pesquisa Focus publicada pelo BC na segunda-feira, já vê o PIB brasileiro avançando apenas 2,18% neste ano. No fim de março, quando foi divulgado o Relatório de Inflação do primeiro trimestre, a expectativa mediana era de 4%. De lá para cá, a estimativa para a inflação medida pelo IPCA recuou de 6% para 4,95%, mas a inflação projetada para os próximos 12 meses mal se alterou, passando de 5,45% no fim de março para os atuais 5,48%. A projeção para a taxa Selic tombou de 12,25% para 7,50% ao ano.
Em tempo: as condições da economia internacional só pioraram com as perspectivas para o crescimento minguando num cenário mais desinflacionário – bom para o Brasil, mas nem tanto.
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