Mais um voto no Copom
O Banco Central ganha nova diretoria – de Assuntos Especiais. O presidente da instituição Alexandre Tombini encaminhou para a presidente Dilma Rousseff a indicação de Luiz Edson Feltrim para o seu comando. O objetivo da criação da nova diretoria, segundo o BC, é “fortalecer o relacionamento com o cidadão e os instrumentos de comunicação social”. Mas é mais que isso. O ajuste reforça o perfil regulatório da autoridade monetária, incorpora mais um funcionário de carreira e o Copom ganha mais um voto.
Feltrim, formado em matemática, chefiou por mais de uma década o Departamento de Organização do Sistema Financeiro – visto como uma espécie de berçário de novos bancos no país, nacionais e estrangeiros. Funcionário de carreira da instituição, Feltrim é especialista em normas e em microfinanças. É reconhecido no país e por seus pares em organismos multilaterais por defender a inclusão financeira. Em maio de 2011, ele assumiu a função de secretário-executivo do BC. Para comandar a nova diretoria, seu nome precisa ser aprovado pelo Senado.
Com a chegada de Feltrim ao comando, o BC passa a ter oito diretorias, sete diretores e o Copom passa a ter sete votos além do voto do presidente da instituição: Altamir Lopes (Administração), Luiz Awazu Pereira (Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Corporativos e também Regulação do Sistema Financeiro); Anthero Meirelles (Fiscalização); Sidnei Corrêa Marques (Organização do Sistema Financeiro e Controle de Operações do Crédito Rural); Carlos Hamilton Araújo (Política Econômica); Aldo Mendes (Política Monetária); Luiz Edson Feltrim (Assuntos Especiais) – ainda dependente do ok do Senado.
Em tempo: Lealdade é a principal característica de Luiz Edson Feltrim na visão de superiores e subordinados.
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