Mercado compra a “parcimônia” do BC
A taxa básica de juro brasileira sofrerá novo corte daqui a uma semana quando o Comitê de Política Monetária encerra sua reunião. Até lá, qualquer sinal que venha do Banco Central é mais que bem-vindo. Hoje, o diretor de Política Econômica, Carlos Hamilton Araújo, estará sob os holofotes ao apresentar, em Curitiba, o Boletim Regional da instituição. O diretor focará a economia paranaense e do Sul do país e vai tratar também do assunto da moda – crédito. Carlos Hamilton atualizará informações sobre os empréstimos em nível nacional. Esse deve ser a último evento público em que participa um membro da diretoria do BC antes do encontro do Copom que, apesar das críticas disparadas contra sua comunicação, está conseguindo convencer tesourarias e analistas que o momento recomenda que o ajuste das condições monetárias seja feito com “parcimônia”.
O mercado futuro de juros, que chegou a mostrar um aumento nas apostas de manutenção do corte da taxa Selic em 0,75 ponto percentual, passou a incorporar uma desaceleração para 0,50 ponto, que, se confirmada, levará o juro básico à uma nova mínima histórica de 8,50% ao ano. A maioria dos analistas do mercado vê trajetória semelhante.
De 34 economistas consultados pelo Valor, 29 esperam redução da taxa Selic em 0,50 ponto, na semana que vem. Apenas 5 veem queda maior, de 0,75 ponto percentual. A maioria contempla mais cortes do juro neste ano. E um elenco de 22 profissionais avalia que em 2013, possivelmente no segundo trimestre, o Brasil será brindado com a retomada do ciclo de aperto monetário – com elevação da Selic.
