Dias melhores
Em tempo de notícias pouco animadoras sobre a atividade, aos observadores atentos o Banco Central deu uma dica relevante ontem. Não poupou esforço para sinalizar dias melhores – no crédito. O BC comprou a perspectiva dos bancos que veem um cenário mais alentador no segundo semestre. “Parcimônia” que é bom, nada.
Frustrando analistas, o presidente do BC, Alexandre Tombini, deixou de lado qualquer indicação sobre o ritmo de queda da taxa Selic, que deve ser reduzida novamente na semana que vem, e interrompeu a reprise do discurso repetido desde a publicação da ata do Copom de abril, em que a diretoria da instituição avaliou que “dados os efeitos cumulativos e defasados das ações de política implementadas até o momento, qualquer movimento de flexibilização monetária adicional deve ser conduzido com parcimônia”.
Além de afirmar que o BC olha com cuidado bases mais sólidas de concessão de crédito, que já estariam crescendo, Tombini declarou ontem, em São Paulo, que a inadimplência vai estabilizar e cair na segunda metade do ano.
Em sintonia sem acaso, o diretor de Política Monetária, Aldo Mendes, disse, no Rio, que o crédito no país “prospera a taxas sustentáveis”. E acrescentou que o crédito é um dos elementos de suporte à demanda, embora o país tenha também elementos que levam a uma moderação desta demanda. E citou a taxa de desemprego em níveis históricos, a continuidade de geração de empregos formais e a massa salarial e rendimento real do trabalhador que continuam em alta.
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