Bear market – de FHC a Lula
Hoje o Brasil vive um ‘bull market in politics’, mas na história recente não foi assim. Os governos FHC e Lula foram de ‘bear market in politics’. Esses governos tiveram um viés pragmático e redutor de conflitos – um período de 16 anos em que a influência do Estado na economia se reduziu progressivamente.
A equipe de gestão do Fundo Verde, do Credit Suisse Hedging-Griffo, chefiada por Luis Stuhlberger, explica em relatório que o contexto mundial favorável também ajudou. Mas mudanças estruturais na economia global – como o fim da alta dos preços das commodities -, somadas ao esgotamento do modelo de crescimento brasileiro, com a perda de competitividade galopante e endividamento do consumidor, trouxeram o país a um ponto em que uma resposta política aos desafios era inevitável.
Os analistas do Fundo Verde relatam que se defrontaram com a ideia do ‘bull market in politics’ na carta do hedge fund americano Clarium Capital, em 2008.
A ideia é que existem ciclos políticos assim como existem ciclos econômicos. Os Estados Unidos passaram praticamente 25 anos (até 2008) em um longo ‘bear market in politics’, e naquele momento, dados os desafios que o país tinha pela frente, estaria se iniciando um período de ‘bull market in politics’.
Desde então, diz o relatório da Hedging-Griffo, todas as intervenções governamentais – nos Estados Unidos e fora dele – só cresceram.
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