Defesa diz que Banco Rural registrou movimentações financeiras
BRASÍLIA - O advogado Maurício Campos afirmou nesta quarta-feira que o Banco Rural mantinha rotinas de controles iguais às de outros bancos e até superiores às exigidas pelo Banco Central. O banco também forneceu todos os documentos requisitados durante as investigações do escândalo do mensalão, argumentou a defesa.
“Ao tempo das condutas e rotinas bancárias que esse processo trata como criminosas eram rotinas bancárias de todo o Brasil”, afirmou durante a sua sustentação oral no julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), acrescentando que seu cliente registrou no Banco Central todas as transações da SMP&B e cabia à empresa detalhar quem seriam os sacadores.
O advogado defende Vinícius Samarane, atual vice-presidente do Banco Rural e ex-diretor de Controles Internos da instituição financeira. Ele foi acusado de deixar de comunicar às autoridades saques feitos nas agências pelos beneficiários do suposto esquema do mensalão e as irregularidades dos empréstimos contraídos pelas empresas do publicitário Marcos Valério e o PT.
Segundo Campos, esses empréstimos foram legítimos, o que afasta a acusação de gestão fraudulenta. “Os contratos eram formais. A perícia isso atesta”, destacou. Mesmo assim, o advogado sublinhou que seu cliente não ocupava um posto de comando quando os empréstimos foram concedidos.
(Fernando Exman, Maíra Magro e Juliano Basile | Valor)


