O Equador decidiu conceder asilo político a Julian Assange, mas o governo britânico declarou que não pretende conceder salvo-conduto para que o criador do WikiLeaks possa sair da embaixada equatoriana em Londres. Após sugerir que poderia entrar à força para prender Assange, o Reino Unido aparentemente desistiu da opção - o chanceler William Hague disse que "não há nenhuma ameaça de invasão à embaixada". O Reino Unido quer extraditar Assange para a Suécia, onde ele é acusado de estupro. Cidadão australiano, Assange teme ser enviado pelo governo sueco para os EUA, que pretendem condená-lo pela divulgação de documentos secretos. O impasse ameaça prolongar o confinamento de Assange, que já está há 59 dias na embaixada. A situação é análoga à do senador boliviano Roger Pinto, que em maio pediu e obteve asilo político no Brasil, mas não pode viajar porque a Bolívia se recusa a dar salvo-conduto para que ele deixe a embaixada brasileira em La Paz.

