Argentina restringe mais o comércio de divisas

BUENOS AIRES  -  Em mais uma medida para restringir o comércio de divisas na Argentina, o governo da presidente Cristina Kirchner determinou, por meio de uma resolução da AFIP, o órgão federal da Receita, que turistas argentinos só poderão adquirir a moeda de curso legal do país do destino. Assim, os argentinos que visitam o Brasil só poderão adquirir real pelo câmbio oficial. Segundo a última pesquisa sobre turismo do INDEC, o instituto oficial de estatísticas argentino, o Brasil é o destino de 27,5% dos turistas argentinos, o que significa cerca de 800 mil visitantes por ano. Apenas 4% do mercado de divisas na Argentina, contudo, está em real, ante 8% em euro, 86% em dólar e 2% em outras moedas.

Desde outubro, o governo argentino adotou uma série de medidas para revogar a liberdade cambial que imperava até então. Já não é mais possível a compra de dólares para fins de poupança, por exemplo, e foram criadas restrições para a aquisição de divisas para fins imobiliários.

Há quinze dias, foi criado um limite de US$ 300 em efetivo para remessas mensais a familiares no exterior e há dois meses turistas argentinos ficaram impedidos de utilizar cartão de débito no exterior, salvo se possuírem conta em dólar na Argentina.

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