Cuba e Venezuela criticam resolução da ONU contra a Síria
- Compartilhar:
- Google Plus
SÃO PAULO - As delegações de Cuba, Venezuela, Bolívia e Nicarágua consideraram uma interferência nos assuntos internos da Síria a resolução aprovada na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, nesta sexta-feira, 3. Os quatro países estão entre os 12 que votaram contra a resolução.
Painel de votação da resolução contra Síria, na ONU, que mostra o voto contra de Cuba (último da coluna do meio) e do Irã (último da coluna da direita)e Antes de votar, o embaixador cubano na ONU, Pedro Núñez Mosquera, disse que a resolução era desequilibrada por abrir uma porta para uma intervenção estrangeira. "É preciso colocar um fim nos atos de violência, nos massacres e também nos atos terroristas que causam a morte de inocentes, bem como é necessário deter a transferência de armas e dinheiro aos grupos insurgentes", afirmou Nuñez.
Mudar regimes pela força
Cuba também acusou os Estados Unidos e seus aliados europeus de aplicarem "políticas dedicadas a mudar regimes, que traduzem seu objetivo de derrotar, pela força, governos soberanos". Nuñez afirmou, ainda, que os meios de comunicação internacionais "cobrem o conflito com propósitos políticos".
Seguindo as críticas do colega cubano, o embaixador venezuelano Jorge Valero disse que a resolução "não é objetiva e constitui em uma intervenção nos assuntos internos de um Estado soberano e independente".
Caracas também considerou que o texto apresentava as violações cometidas pelo regime sírio, mas omitia as da oposição.
Valero acusou os rebeldes sírios de não quererem o diálogo político, de praticarem o terrorismo e de sobreviverem graças ao apoio externo. Ele disse que o governo de Hugo Chávez concorda com as opiniões de Rússia e China.
As duas potências orientais têm, sistematicamente, vetado todas as sanções e medidas sugeridas pelo Conselho de Segurança da ONU contra a Síria, na tentativa de conter a violência no país.
Confira abaixo imagens dos últimos dois meses e meio do conflito na Síria, que já dura cerca de 17 meses e matou aproximadamente 20 mil pessoas:
Sírio chora a morte do filho, que carrega nos braços, após ataque de carro-bomba em Aleppo, na quarta, 3 de outubro. Ao menos 34 pessoas morreram e mais de 120 ficaram feridas
Créditos: manu Brabo/AP
Prédios destruídos e incendiados em Saif Al Dawla, bairro de Aleppo, cidade que recebeu a visita do presidente da Síria, Bashar al-Assad, nesta terça, 2
Créditos: Manu Brabo/AP
Quartel-general do Exército sírio, na capital Damasco, em chamas após ataque rebelde, no dia 26 de setembro
Créditos: Syria 2011 Archive/AP
Rebelde confronta soldados das forças leais ao presidente Bashar al-Assad, em Aleppo
Créditos: Manu Brabo/AP
Moradores de Azaz, noroeste da Síria, conferem a destruição de suas casas após ataque das forças do Exército sírio
Créditos: Muhammed Muheisen/AP
Garota síria estende roupa em um campo para refugiados. Segundo estimativas da ONU, o número de refugiados sírios já superou os 300 mil e pode dobrar até o fim de 2012
Créditos: Muhammed Muheisen/AP
Crianças em área atacada na cidade de Azaz, perto de Aleppo
Créditos: Muhammed Muheisen/AP
Crianças sírias que fugiram da violência com suas famílias descansam perto da fronteira com a Turquia
Créditos: Muhammed Muheisen/AP
Homem caminha à frente de um prédio parcialmente destruído após ataque aéreo a Aleppo, considerada a capital econômica da Síria, na sexta-feira, 17 de agosto. O Exército sírio aumentou suas ações aéreas contra os insurgentes
Créditos: Khalil Hamra/AP
Sírio chora a morte de parentes, após sua casa ser atingida por um ataque aéreo orquestrado pelas forças leais ao presidente al-Assad, em Aleppo, em 17 de agosto. Segundo organismos de direitos humanos, os ataques pelo ar incrementaram o número de vítimas
Créditos: Khalil Hamra/AP
Homem sírio chora a morte de parente, uma das vítimas do massacre de Treimsa, próximo a Hama
Créditos: Shaam News Network/AP
Enterro de algumas das vítimas do massacre de Treimsa, vilarejo próximo a Hama; ação militar do govermo sírio teria matado cerca de 200 pessoas, em sua maioria civis, na quinta, 12
Créditos: Hama Revolution 2011/AP
Garota síria agita bandeira do país, durante protesto na frente da embaixada da Síria, em Amman, na Jordânia, no dia 5 de julho
Créditos: AP photo/Mohammad Hannon
Ataque próximo de uma mesquista em Tallbiseh, nos arredores de Homs, no dia 2 de julho
Créditos: AP Photo/Ugarit News via AP video
Talbisah, bairro de Homs, sob ataque, no sábado, 9 de junho
Créditos: (AP Photo/David Manyua/United Nations)
Família caminho em meio a destroços, na cidade de Ariha, noroeste da Síria
Créditos: (AP Photo)
Corpos de vítimas do massacre de Houla, que aconteceu no dia 25 de maio. Mais de 100 pessoas foram mortas (entre elas, 49 crianças)
Créditos: AP
Morador da cidade de Trípoli, no Líbano, examina carro destruído durante embate entre sírios anti e pró-regime do presidente da Sìria, Bashar al-Assad, que aconteceu no sábado, 2
Créditos: Bilal Hussein/AP
Protesto realizado na cidade de Trípoli, por cidadãos sírios que vivem no Líbano, contra a escalada de violência em seu país
Créditos: AP
Protesto em Paris, na sexta, 1º de junho, contra a visita do presidente russo, Vladimir Putin. A Rússia tem votado contra as moções referentes à Síria, no Conselho de Segurança da ONU
Créditos: Zacharie Scheurer/AP
Soldados rebeldes na cidade de Idlib, noroeste da Síria
Créditos: AP
Parentes do soldado rebelde Moayad Ghafir, abatido em combate com as forças do exército sírio, choram a sua morte, em Idlib
Créditos: AP
- Olimpíada: Thiago Pereira não consegue pódio nos 200 mts medley
- Brasil cai mais três posições no quadro de medalhas da Olimpíada
- Nadador brasileiro disputa a final olímpica dos 200 mts medley
- Brasil cai duas posições no quadro de medalhas da Olimpíada
- Nadador americano Michael Phelps é recordista de medalhas olímpicas
-
Argentina vai controlar margens de petroleiras
- Brasil é o melhor latino-americano no quadro de medalhas da Olimpíada
-
Faltou público no início da Olimpíada
- Baixa participação deve anular referendo sobre impeachment na Romênia
- Alemanha e França estão determinadas a proteger o euro
-
China reage, mas Europa e EUA seguem sem força
-
Economistas preveem baixo crescimento por anos
- Morre presidente de Gana, diz governo
- Presidente nomeia novo primeiro-ministro no Egito
- Irã e Hezbollah balançam com o regime na Síria
- Ex-presidente da Tunísia pega prisão perpétua
- Ex-vice-presidente da era Mubarak no Egito morre aos 76 anos
-
Atentado contra israelenses
-
Imprecisão do PIB chinês traz incerteza
- Manchester United é equipe esportiva mais valiosa do mundo, diz Forbes


