PRI deve retornar ao poder no México

Atualizada às 15h19

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Peña Nieto

O partido que dominou o México durante quase todo o século passado, depois de uma derrota há 12 anos, tem a perspectiva de voltar ao poder nas eleições presidenciais deste domingo. O Partido Revolucionário Institucional (PRI), liderado pelo ex-governador do Estado do México Enrique Peña Nieto, obteve larga vantagem ao longo da campanha e deve, pelo menos, recuperar seu espaço no Congresso.

O PRI se beneficiou do desejo de mudança dos mexicanos, sob o efeito da economia em desaceleração e da escalada da guerra contra o tráfico de drogas que já matou cerca de 50 mil pessoas nos últimos seis anos. O PRI governou o México de 1929 a 2000.

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Josefina Vázquez Mota

À espera de uma surpresa está o candidato de esquerda, Andrés Manuel López Obrador, do Partido da Revolução Democrática (PRD),  e a candidata do governo, do conservador Partido de Ação Naciona (PAN),  Josefina Vázquez Mota, a primeira mulher candidata a presidente no país.

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Andrés Manuel López Obrador

“O México não está para retrocessos... as pessoas querem uma mudança verdadeira”, disse o candidato López Obrador, após votar.

O candidato do PRI, Peña Nieto, se apresenta como pragmático e economicamente moderado. Defende a entrada do setor privado na indústria petrolífera do país, atualmente um monopólio estatal, e promete reduzir a violência atacando os delitos que afetam os cidadãos comuns e diminuindo a ênfase na caça dos chefes da droga. Todos os partidos acusam seus rivais de imitar a tática tradicional do PRI de oferecer dinheiro e comida em troca de voto.

Peña Nieto, de 45 anos, foi acusado de superar o limite de US$ 330 milhões nas despesas de campanha e de ter comprado cobertura favorável no canal de TV Televisa. O setor de delitos eleitorais da Procuradoria Geral da República informou que investiga 542 denúncias de compra de votos ou de coerção desde o início da campanha, em 30 de março.

Os mais de 79 milhões de eleitores do México vão eleger um presidente para os próximos seis anos, além de 500 deputados e 128 senadores.  Também haverá eleição a governador em 6 dos 31 Estados e disputas por cargos estaduais e municipais.

Nas últimas pesquisas eleitorais, divulgadas na quarta-feira, Peña Nieto tinha entre 32,2% e 41,2% das intenções de voto. López Obrador, de 23,8% a 25,4% e Josefina Vázquez Mota, de 18,8% a 20,8%.

(AP)

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