Oi pode ficar de fora do leilão de 4G nas grandes cidades
RIO - (atualizado às 12h26)A Oi dificilmente participará do leilão de 4G das maiores cidades do país se a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) não modificar o edital, informou o presidente da companhia, Francisco Valim.
Atualmente, cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre e Salvador têm operadoras de MMDS (Serviço de Distribuição de Sinais Multiponto Multicanais) que já ocupam a faixa de 2,5 GHz para serviços de banda larga. Pelo edital atual, elas só precisarão avisar se vão abdicar do direito de operar as regiões ou não no próprio dia do leilão.
A Oi entrou com um pedido na Anatel para que esta informação seja disponibilizada com antecedência, para que as ofertas regionais possam ser feitas de acordo com a área ofertada. "Se não mudar, dificilmente eu participaria destas áreas. Não posso bidar [fazer uma oferta] algo que não sei se vou comprar", disse Valim.
O presidente da Oi acredita que esta modificação no edital traria mais competitividade ao leilão, mas, até o momento, a companhia não recebeu nenhum posicionamento da Anatel.
"É disparadamente melhor para a União que eles façam a modificação", acredita o executivo. Isso nortearia melhor as ofertas a serem realizadas pelas empresas, na opinião do presidente, porque será preciso entregar quase 100 envelopes, já que as regiões do país estão divididas.
Investimentos
O plano de investimentos anual da Oi previsto para o período entre 2012 e 2015 poderá ser revisto, dependendo do leilão de licenças 4G, informou o presidente da companhia. Atualmente, os investimentos previstos são de R$ 6 bilhões por ano.
Valim acredita que a expectativa de investimentos será suficiente para pagar as licenças de 4G. "Nesse momento, a gente acha que tem condição de incorporar o leilão no capex", disse.
Se a Oi for participar do leilão das regiões de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre e Salvador, poderá encarecer as ofertas a serem feitas pela companhia. Segundo o presidente, se for preciso, a empresa poderá elevar o capex deste ano. "Neste caso, faria um anúncio que inclua este ano e os próximos também", disse Valim.
(Juliana Ennes | Valor)


