Sexo, intriga e psicanálise

Mórbidas patologias sempre inflamaram as ideias de David Cronenberg. Nos anos 1970, quando ainda fazia filmes "B", ele cunhou um estilo próprio que a mídia chamou de "horror biológico". Seus roteiros, então, se embasavam em alguma disfunção da anatomia humana. Parasitas, malformações, efeitos colaterais e bizarras mutações genéticas estavam entre os temas preferidos do canadense. Em "A Enraivecida Fúria do Sexo" (1977), por exemplo, a protagonista, submetida a uma terapia experimental, desenvolvia uma espécie de vagina sanguessuga na axila.

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